Meu Ursinho.
![]() |
| Imagem do Google |
Oi, o meu nome é Felipe. Quero contar uma coisa que aconteceu comigo há seis ano atrás, agora eu tenho dezessete anos, mas na época eu tinha apenas onze...
Infelizmente essa história começa comigo no carro de meus pais, carro que, capota no caminho que fazíamos voltando para casa, por tanto, antes de capotar meus pais pararam o carro para comprar alimentos, já que ainda não tinha na nossa outra casa. Lembro que na frente do mercado, um homem dava brinquedos para as crianças que eram educadas com ele, ou algo assim.
Eu queria um dos nichos de pelúcia que ele tinha, um em especial, um urso marrom com uma gravata borboleta vermelha, olhos com botões pretos e uma cartola preta com um laço vermelho na base, foi ele que eu pedi para minha mãe, o homem cobrava R$25,00 por cada um, mais depois que olhou para mim, ele abaixou metade do valor, R$12,50, Ficamos felizes com isso, eu disse que o nome dele seria “Troy, o urso", dei esse nome por ele lembrar um chefe da máfia dos filmes eu imagino, meu pai não ligou (afinal ele não sabia o que viria).
Quando capotou, eu juro, eu vi meu urso sorrir para mim como se ele quisesse falar algo, sabendo o que houve depois daquilo, eu chutaria que ele havia falado: agora eu irei destruir toda sua vida garoto.
Depois de tudo, eu senti alguém me tirando do carro que estava de ponta cabeça. Um policial, que logo que me tirou foi checar se meus pais estavam vivos. Infelizmente, não estavam. Fui com eles para a delegacia próxima com o urso nas mãos, ele tinha dado um jeito de se prender em mim enquanto o policial me tirava do carro.
Chegando lá, me pediram para falar o que havia acontecido, como o carro virou, mas eu não sabia, a minha única suspeita seria o urso pela forma que ele me olhou. Eu... Eu até tentei, mas claro que não acreditaram em mim, então eles colocaram que minha mãe (que estava dirigindo) estava com muito sono, por isso, ela perdeu o caminho e capotou o carro. Me mandaram para um hospital e depois para um "orfanato". Lá, foi onde meu urso começou a me destruir, eu o deixava no lugar mais longe possível, afinal, foi ele que matou meus pais, mas toda a noite, ele voltava para minha cama, andando vagarosamente até ela, e parava lá, me olhando com um sorriso com dentes afiados e com suas garras a mostra, as fezes ele vinha até com uma faca ou serra, e as fezes, com elas, fazia pequenos cortes em meus braços ou pernas. Com isso acontecendo todas as noites, eu acabei privando o meu sono para assim, saber quando ele vem, e tentar evitar que ele me machuque, chegou ao ponto que eu fiquei duas semanas sem dormir há noite que era quando ele vinha. Com isso, para me fazer "voltar ao normal" (como falaram) me davam um remédio para dormir, mas nem sequer percebiam as feridas, como se nem as vissem.
Teve uma noite que ele falou, sim... A merda do urso falou comigo, e o pior é que ele falou com uma voz que eu conhecia. Com a mesma voz daquele vendedor e uma musiquinha infantil como fundo, ele disse: nós vamos
*Agora avançamos um ano e meio*
Naquele ponto, eu já estava com cortes do meu punho, até o meu ombro; minhas pernas estavam com alguns cortes que iam até o joelho e ele também fez dois cortes no meu rosto, um na minha bochecha (que tenho até hoje) e outro na minha testa. Mas, graças a Deus, no dia 25 janeiro, eu fui levado por meus novos pais, Amanda e Christian, eram o casal que não faziam ideia do fardo que estava levando, porém estava feliz por estar em uma família, afim, eu tentei deixar o urso no orfanato, eu havia deixado na minha cama, mas para o meu desagrado, minha mãe adotiva passou onde eu dormia, para verificar se eu esqueci de algo, e viu ele. Pegou e colocou nas minhas coisas, sem que eu percebesse, ou seja, quando cheguei na casa deles eu tive o desprazer de encontrar ele na minha caixa de coisas. Quando percebi o Troy nas minhas coisas, eu pedi para colocar ele com as coisas do porão ou sótão. E sem perguntar o motivo, minha mãe colocou ele no porão.
A casa era/é bem bonita, dois andares, um jardim com um balanço e um porão. Entrando, na casa, tive a surpresa do casal já terem uma filha, que era até mais velha que eu, um ano e dois meses, para ser preciso. Ela se chama Chris, lembro que naquela hora eu só pensava uma coisa: finalmente alguém que pode acreditar em mim; então, no mesmo dia em que cheguei, antes de dormir, eu contei tudo para ela, dês do homem que me deu o urso, até o que “ele” fazia de noite comigo.
Ela ficou sem alguns segundos sem falar nada, até ela perguntar onde o Troy está agora. Eu disse que no porão da casa. Pelo menos era o que eu achava, pós enquanto conversávamos a porta abria, quando percebemos, o ursinho estava lá, na frente da porta apoiado na parede. Aquilo não estava “acordado”, aquilo estava normal, tirando a faca que ficava apoiada na sua barriga. Vagarosamente ficamos de pé na cama, na tentativa dele não nos alcançar lá em cima. Em um ato de terror, eu abraço a Chris, que não sabia como reagir, ela só olhava para o ursinho.
Depois de um minuto apavorados, começamos a ver ele se mexer, e a mostrar seu sorriso com dentes afiados, ele acordou. E seu sorriso, que sempre se manteve em seu rosto, se transformou em uma cara de triste, então, o que eu menos esperava ele fazer, ele fez…
“Por que você não brinca comigo?” Uma voz que eu já conhecia perguntou, mas vinha do urso. Ele pegou a faca do chão e voltou a falar: “Brinque comigo, Felipe” Falou em um tom triste. Muito estranho pois, para mim, esse urso era de pelúcia e toda vez que segurei ele, nunca senti uma caixa dentro dele. “O que é você?” Eu perguntei ainda apavorado. “Sou seu amigo, venha brincar...” Ele disse, com um tom mais doce, mas mesmo assim, o clima ficava pior. Então começou o problema.
“Sou seu amigo, venha brincar… Sou seu amigo, venha brincar… Sou seu amigo, VENHA BRINCAR… SOU SEU AMIGO, VENHA BRINCAR… SOU SEU AMIGO, VENHA BRINCAR SEU DESGRAÇADO!” Depois que aquilo terminou com esse bug, começou a correr em direção da cama, que nós estávamos, então começamos a gritar e pedir ajuda, quando ele subiu na cama e preparou a faca.
Minha mãe chegou, e perguntou o que houve, o urso voltou ao normal, em cima da cama. Então ela se aproximou da gente e perguntou novamente “O que houve, criança?” Nós não falamos nada, então Chris começa a falar: “Mãe, Foi o Troy. Er… Pode Jogar ele fora...? Agora se possível.” Sem entender, ela pega o urso e vê que ele está com uma faca, por isso ela acabou brigando conosco. Mas após se acalmar, ela diz que de manhã nós conversaremos.
Ela sai segurando o urso, depois dela dar três passos ouvimos um grito, era dela, logo depois vemos sangue. Então ouço a voz que, naquele momento, eu poderia apelidar de “voz do Diabo” falar “Sou seu amigo, venha brincar...” Após ouvir aquela voz, Chris tenta abrir a janela.
Quando a janela abre, ela é a primeira a sair. O ursinho, que naquele momento estava parado na porta diz: “Tenho um presente, você aceita?” Quando olho para ele, vejo que o presente que ele queria me dar era: a mandíbula inferior da mamãe; que ele segurava por um fio de carne.
Com toda nossa gritaria, finalmente nosso pai havia acordado, e quando ele viu toda a cena do corpo da mulher dele caído e o urso segurando. Em um ato de raiva contra o urso, nosso pai dá um chute nele, que bate na parede do quarto. Então, o urso fala “Isso não foi legal, peça desculpas.” Pediu, porém meu pai ignora o que ele fala e dá outro chute nele.
“Vai continuar? Então vou castigar.” o urso pega a faca e vai até meu pai, que repete o chute, porém, o ursinho não voa, ele se agarra no pé dele.
“Vem Felipe! Sobe.” Chris havia pedido. Acabei subindo lá, só podendo ouvir as batidas do urso na parede e os gritos do meu pai. Ficamos sem saída da hora, mas demos sorte que Chris, sabia subir e descer daquela árvore. Depois de descer dela fomos para a rua, o urso ainda não havia aparecido, então podíamos ficar calmos. Estranhamente a polícia chegou alguns minutos depois, provavelmente algum vizinho ligou por causa dos gritos. Bem, falamos a verdade da primeira vez, mas depois, mentimos dizendo que um homem encarou nossa casa e matou nossos pais. Obviamente, aceitaram a segunda versão, confiscaram toda a casa.
Seis anos depois, eu decidi voltar para casa, junto com Chris. Bem, um ano antes de voltar para cá, eu fiz questão de incinerar o ursinho Troy. Acho que levarei um trauma de urso de pelúcia por muito tempo.
Infelizmente essa história começa comigo no carro de meus pais, carro que, capota no caminho que fazíamos voltando para casa, por tanto, antes de capotar meus pais pararam o carro para comprar alimentos, já que ainda não tinha na nossa outra casa. Lembro que na frente do mercado, um homem dava brinquedos para as crianças que eram educadas com ele, ou algo assim.
Eu queria um dos nichos de pelúcia que ele tinha, um em especial, um urso marrom com uma gravata borboleta vermelha, olhos com botões pretos e uma cartola preta com um laço vermelho na base, foi ele que eu pedi para minha mãe, o homem cobrava R$25,00 por cada um, mais depois que olhou para mim, ele abaixou metade do valor, R$12,50, Ficamos felizes com isso, eu disse que o nome dele seria “Troy, o urso", dei esse nome por ele lembrar um chefe da máfia dos filmes eu imagino, meu pai não ligou (afinal ele não sabia o que viria).
Quando capotou, eu juro, eu vi meu urso sorrir para mim como se ele quisesse falar algo, sabendo o que houve depois daquilo, eu chutaria que ele havia falado: agora eu irei destruir toda sua vida garoto.
Depois de tudo, eu senti alguém me tirando do carro que estava de ponta cabeça. Um policial, que logo que me tirou foi checar se meus pais estavam vivos. Infelizmente, não estavam. Fui com eles para a delegacia próxima com o urso nas mãos, ele tinha dado um jeito de se prender em mim enquanto o policial me tirava do carro.
Chegando lá, me pediram para falar o que havia acontecido, como o carro virou, mas eu não sabia, a minha única suspeita seria o urso pela forma que ele me olhou. Eu... Eu até tentei, mas claro que não acreditaram em mim, então eles colocaram que minha mãe (que estava dirigindo) estava com muito sono, por isso, ela perdeu o caminho e capotou o carro. Me mandaram para um hospital e depois para um "orfanato". Lá, foi onde meu urso começou a me destruir, eu o deixava no lugar mais longe possível, afinal, foi ele que matou meus pais, mas toda a noite, ele voltava para minha cama, andando vagarosamente até ela, e parava lá, me olhando com um sorriso com dentes afiados e com suas garras a mostra, as fezes ele vinha até com uma faca ou serra, e as fezes, com elas, fazia pequenos cortes em meus braços ou pernas. Com isso acontecendo todas as noites, eu acabei privando o meu sono para assim, saber quando ele vem, e tentar evitar que ele me machuque, chegou ao ponto que eu fiquei duas semanas sem dormir há noite que era quando ele vinha. Com isso, para me fazer "voltar ao normal" (como falaram) me davam um remédio para dormir, mas nem sequer percebiam as feridas, como se nem as vissem.
Teve uma noite que ele falou, sim... A merda do urso falou comigo, e o pior é que ele falou com uma voz que eu conhecia. Com a mesma voz daquele vendedor e uma musiquinha infantil como fundo, ele disse: nós vamos
*Agora avançamos um ano e meio*
Naquele ponto, eu já estava com cortes do meu punho, até o meu ombro; minhas pernas estavam com alguns cortes que iam até o joelho e ele também fez dois cortes no meu rosto, um na minha bochecha (que tenho até hoje) e outro na minha testa. Mas, graças a Deus, no dia 25 janeiro, eu fui levado por meus novos pais, Amanda e Christian, eram o casal que não faziam ideia do fardo que estava levando, porém estava feliz por estar em uma família, afim, eu tentei deixar o urso no orfanato, eu havia deixado na minha cama, mas para o meu desagrado, minha mãe adotiva passou onde eu dormia, para verificar se eu esqueci de algo, e viu ele. Pegou e colocou nas minhas coisas, sem que eu percebesse, ou seja, quando cheguei na casa deles eu tive o desprazer de encontrar ele na minha caixa de coisas. Quando percebi o Troy nas minhas coisas, eu pedi para colocar ele com as coisas do porão ou sótão. E sem perguntar o motivo, minha mãe colocou ele no porão.
A casa era/é bem bonita, dois andares, um jardim com um balanço e um porão. Entrando, na casa, tive a surpresa do casal já terem uma filha, que era até mais velha que eu, um ano e dois meses, para ser preciso. Ela se chama Chris, lembro que naquela hora eu só pensava uma coisa: finalmente alguém que pode acreditar em mim; então, no mesmo dia em que cheguei, antes de dormir, eu contei tudo para ela, dês do homem que me deu o urso, até o que “ele” fazia de noite comigo.
Ela ficou sem alguns segundos sem falar nada, até ela perguntar onde o Troy está agora. Eu disse que no porão da casa. Pelo menos era o que eu achava, pós enquanto conversávamos a porta abria, quando percebemos, o ursinho estava lá, na frente da porta apoiado na parede. Aquilo não estava “acordado”, aquilo estava normal, tirando a faca que ficava apoiada na sua barriga. Vagarosamente ficamos de pé na cama, na tentativa dele não nos alcançar lá em cima. Em um ato de terror, eu abraço a Chris, que não sabia como reagir, ela só olhava para o ursinho.
Depois de um minuto apavorados, começamos a ver ele se mexer, e a mostrar seu sorriso com dentes afiados, ele acordou. E seu sorriso, que sempre se manteve em seu rosto, se transformou em uma cara de triste, então, o que eu menos esperava ele fazer, ele fez…
“Por que você não brinca comigo?” Uma voz que eu já conhecia perguntou, mas vinha do urso. Ele pegou a faca do chão e voltou a falar: “Brinque comigo, Felipe” Falou em um tom triste. Muito estranho pois, para mim, esse urso era de pelúcia e toda vez que segurei ele, nunca senti uma caixa dentro dele. “O que é você?” Eu perguntei ainda apavorado. “Sou seu amigo, venha brincar...” Ele disse, com um tom mais doce, mas mesmo assim, o clima ficava pior. Então começou o problema.
“Sou seu amigo, venha brincar… Sou seu amigo, venha brincar… Sou seu amigo, VENHA BRINCAR… SOU SEU AMIGO, VENHA BRINCAR… SOU SEU AMIGO, VENHA BRINCAR SEU DESGRAÇADO!” Depois que aquilo terminou com esse bug, começou a correr em direção da cama, que nós estávamos, então começamos a gritar e pedir ajuda, quando ele subiu na cama e preparou a faca.
Minha mãe chegou, e perguntou o que houve, o urso voltou ao normal, em cima da cama. Então ela se aproximou da gente e perguntou novamente “O que houve, criança?” Nós não falamos nada, então Chris começa a falar: “Mãe, Foi o Troy. Er… Pode Jogar ele fora...? Agora se possível.” Sem entender, ela pega o urso e vê que ele está com uma faca, por isso ela acabou brigando conosco. Mas após se acalmar, ela diz que de manhã nós conversaremos.
Ela sai segurando o urso, depois dela dar três passos ouvimos um grito, era dela, logo depois vemos sangue. Então ouço a voz que, naquele momento, eu poderia apelidar de “voz do Diabo” falar “Sou seu amigo, venha brincar...” Após ouvir aquela voz, Chris tenta abrir a janela.
Quando a janela abre, ela é a primeira a sair. O ursinho, que naquele momento estava parado na porta diz: “Tenho um presente, você aceita?” Quando olho para ele, vejo que o presente que ele queria me dar era: a mandíbula inferior da mamãe; que ele segurava por um fio de carne.
Com toda nossa gritaria, finalmente nosso pai havia acordado, e quando ele viu toda a cena do corpo da mulher dele caído e o urso segurando. Em um ato de raiva contra o urso, nosso pai dá um chute nele, que bate na parede do quarto. Então, o urso fala “Isso não foi legal, peça desculpas.” Pediu, porém meu pai ignora o que ele fala e dá outro chute nele.
“Vai continuar? Então vou castigar.” o urso pega a faca e vai até meu pai, que repete o chute, porém, o ursinho não voa, ele se agarra no pé dele.
“Vem Felipe! Sobe.” Chris havia pedido. Acabei subindo lá, só podendo ouvir as batidas do urso na parede e os gritos do meu pai. Ficamos sem saída da hora, mas demos sorte que Chris, sabia subir e descer daquela árvore. Depois de descer dela fomos para a rua, o urso ainda não havia aparecido, então podíamos ficar calmos. Estranhamente a polícia chegou alguns minutos depois, provavelmente algum vizinho ligou por causa dos gritos. Bem, falamos a verdade da primeira vez, mas depois, mentimos dizendo que um homem encarou nossa casa e matou nossos pais. Obviamente, aceitaram a segunda versão, confiscaram toda a casa.
Seis anos depois, eu decidi voltar para casa, junto com Chris. Bem, um ano antes de voltar para cá, eu fiz questão de incinerar o ursinho Troy. Acho que levarei um trauma de urso de pelúcia por muito tempo.

Comentários
Postar um comentário
Olá, comente o que quiser, mas seja gentil. Irei trabalhar para melhorar sempre. Obrigada!